quinta-feira, 30 de junho de 2016

A ALEGRIA DOS OUTROS


Um jovem, muito inteligente, certa feita se aproximou de Chico Xavier e indagou-lhe:
Chico, eu quero que você formule uma pergunta ao seu guia espiritual, Emmanuel, pois eu necessito muito de orientação.
Eu sinto um vazio enorme dentro do meu coração. O que me falta, meu amigo?
Eu tenho uma profissão que me garante altos rendimentos, uma casa muito confortável, uma família ajustada, o trabalho na Doutrina Espírita como médium, mas sinto que ainda falta alguma coisa.
O que me falta, Chico?
O médium, olhando-o profundamente, ouviu a voz de Emmanuel que lhe respondeu:
Fale a ele, Chico, que o que lhe falta é a "alegria dos outros"! Ele vive sufocado com muitas coisas materiais. É necessário repartir, distribuir para o próximo...
A alegria de repartir com os outros tem um poder superior, que proporciona a alegria de volta àquele que a distribui.
É isto que está lhe fazendo falta, meu filho: a "alegria dos outros".


Será que já paramos para refletir que todas as grandes almas, que transitam pela Terra, estiveram intimamente ligadas com algum tipo de doação?
Será que já percebemos que a caridade esteve presente na vida de todos esses expoentes, missionários que habitaram o planeta?

Sim, todos os Espíritos elevados trazem como objetivo a alegria dos outros.

Não se refere o termo, obviamente, à alegria passageira do mundo, que se confunde com euforia, com a satisfação de prazeres imediatos.
Não, essa alegria dos outros, mencionada por Emmanuel, é gerada por aqueles que se doam ao próximo, é criada quando o outro percebe que nos importamos com ele.
É quando o coração sorri, de gratidão, sentindo-se amparado por uma força maior, que conta com as mãos carinhosas de todos os homens e mulheres de bem.
Possivelmente, em algum momento, já percebemos como nos faz bem essa alegria dos outros, quando, de alguma forma conseguimos lhes ser úteis, nas pequenas e grandes questões da vida.

Esse júbilo alheio nos preenche o coração de uma forma indescritível. Não conseguimos narrar, não conseguimos colocar em palavras o que se passa em nossa alma, quando nos invade uma certa paz de consciência por termos feito o bem, de alguma maneira.
É a Lei maior de amor, a Lei soberana do Universo, que da varanda de nossa consciência exala seu perfume inigualável de felicidade.
Toda vez que levamos alegria aos outros a consciência nos abraça, feliz e exuberante, segredando, ao pé de ouvido: É este o caminho... Continue...

Sejamos nós os que carreguemos sempre o amor nas mãos, distribuindo-o pelo caminho como quem semeia as árvores que nos farão sombra nos dias difíceis e escaldantes.

Sejamos os que carreguemos o amor nos olhos, desejando o bem a todos que passam por nós, purificando a atmosfera tão pesada dos dias de violência atuais.

E lembremos: a alegria dos outros construirá a nossa felicidade!

"Um Elo de Amor e Fraternidade" - Vansan

terça-feira, 28 de junho de 2016

O VERDADEIRO PODER


Tenho aprendido com as experiencias do cotidiano, que grandeza e poder nada tem a ver com conquistas monetárias, aquisições materiais, status e fama.
Muito pelo contrario, esses quesitos demonstram-se por demais perecíveis, transitórios...
Já os valores íntimos, é um caso diferente.
A ética, a dignidade, a fé, a compaixão... revelam-se poderes extraordinários, capazes de transformar a própria Vida.
Grande, realmente, é o ser que se dispõe a vencer-se.
Melhorar-se, ampliando sua visão de mundo, de vida, de sentido.
Quando vivemos ainda atrelados apenas a instintos, reagindo perante as dificuldades e não agindo, modificando-as em nosso favor, estaremos permitindo a nossa parada, o estacionar no caminho do progresso.
Afirma Allan Kardec, codificador da doutrina Espirita, que todos avançamos para o melhor, seguindo do átomo ao arcanjo.
Este é o caminho humano.
Podemos estacionar, nunca regredir.
E a hora que atravessamos, prossegue nos convidando a dar uma passo a mais.
Temos visto... o orgulho e o egoismo atravancam o progresso. Atam os homens em amarras de disputas, ódios, e ganancias vãs.
Mas onde encontramos o exemplos de amor, observamos despontar uma nova era de harmonia e felicidade.
Atentemos para a realeza da alma, onde brilha a riqueza das virtudes.
Ela - a alma - é imperecível.
O Amor é sua grande potencia.
Vejamos que os reis e conquistadores da historia, foram-se com a poeira do tempo... tempo, esse sábio mudo.
No entanto, os que souberam amar e bem querer, auxiliar e compreender, perdoar e elevar, ficaram registrados no coração humano. Basta lembremos os relatos dos chamados santos, mártires, homens e mulheres de bem, de todas as épocas humanas.
Tocaram as consciências de forma inesquecível, pois que souberam alcançar-lhes pelo intimo.
Demonstraram, na pratica, onde esta a verdadeira força.
Nos mais profundos valores do coração.
Vem a memoria, tocada pelo exemplo de coragem e ternura, a figura de Antuza Ferreira Martins.
Mineira de disposição radiante, que encantava com sua bondade.
Médium de vibrante capacidade curativa pela imposição das mãos. 
Desde os 4 anos de idade, em decorrência de uma meningite, tornou-se fisicamente surda e muda. Ainda assim, ouvia ao longe as aflições humanas, pois as captava com a alma. 
No Ponto Bezerra de Menezes, em Uberaba/MG, pelos idos de 1919, em sua juventude, já trabalhava em prol dos que sofriam, junto a outros corações fraternos,
Os que a conheceram relatam seu olhar sereno, profundo, capaz de alcançar os escaninhos mais íntimos do ser. Quantos não iam em busca de suas mãos carinhosas, mãos de luz.
Eram socorridos em suas enfermidades e angustias pela sua compaixão, capaz de irradiar doce magnetismo, confortando corpo e alma. 
A seu respeito, o nosso estimado Chico Xavier já se pronunciou em diversas ocasiões, tendo, inclusive, afirmado trazer Antuza "o remédio nas mãos".
Relata-se certo caso complexo de obsessão espiritual atendido por seu carinho.

Um moça vinda do estado de Mato Grosso chegou até a casa da Antuza andando de “quatro”, isto é
como um quadrúpede, sem falar e sem consciência de si mesmo. A família já havia procurado inúmeros médicos sem resultados. 

Antuza “conversou” com o espírito que a obsedava, fez gestos indicando a ele que se retirasse, fosse embora e em alguns minutos a moça se levantou e perguntou ao pai que a acompanhava: 
- Onde estamos? O que estamos fazendo aqui? 
Na sessão de desobsessão que ocorria à noite no Barracão, dois espíritos vingadores da moça foram doutrinados: haviam sido torturados e mortos por ordem dela quando eram seus escravos e a perseguiam desde então. Faziam-na ficar como um animal e montavam sobre ela, fazendo-a conduzi-los no “lombo”, entre outras coisas.
Mas onde ha fé e amor, nada é impossível. Tudo é capaz de renovar-se.
Antuza, uma "baixinha" de um metro e alguns quebrados de altura, mas um espírito gigante na seara evangélica foi, sem dúvida alguma, uma das mais legítimas representantes da mediunidade com Jesus!
E não podemos duvidar, é um dos exemplos notáveis que o único poder imbatível é o que nasce da vontade ardente em fazer o bem e da fé constante na bondade de Deus!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

OS ANIMAIS E O HOMEM



Aconteceu em junho de 2013 e a notícia foi veiculada internacionalmente, tornando celebridade uma menina indiana, de apenas quatorze anos de idade.
Nos últimos dez anos, muitos conflitos aconteceram entre elefantes e homens, no centro e no leste da Índia, resultando na morte de duzentos elefantes e oitocentas pessoas.
Quando a área residencial da cidade de Rourkela foi invadida por uma manada de onze elefantes, vinda de florestas próximas, o pânico tomou conta da população.
As autoridades tentaram conter a manada, sem sucesso. Finalmente, conseguiram direcionar os elefantes para um estádio de futebol.
O que fazer com eles, como levá-los de volta para a floresta era a grande dificuldade.
Foi quando Nirmala Toppo foi lembrada. Corria a notícia de que uma menina camponesa, que vivia na cidade próxima de Jharkhand, falava com os elefantes.
Ela veio, acompanhada do pai e outros membros da tribo. Foi até a manada e a levou de volta à floresta, caminhando com ela durante horas.
Como consequência, teve bolhas e infecções nos pés e nas pernas, necessitando, em seu retorno, de internamento hospitalar para o devido tratamento.
Não há provas científicas, alegam muitos, de que elefantes selvagens consigam entender humanos.
Alguns comentam que certas tribos convivem há tanto tempo com animais selvagens, inclusive elefantes, que conseguem se entender com eles.
O fato é que, quando elefantes invadem uma aldeia e destroem colheitas, os moradores pedem ajuda a Nirmala. E ela sempre tem sucesso.
A menina teve sua mãe morta por elefantes selvagens, o que a levou a desenvolver técnicas para afastá-los das regiões povoadas.
Ela alega conversar com os animais no dialeto de sua tribo, Mundaari, e consegue persuadi-los a voltar para o seu lugar de origem.
Com a ajuda do pai e de um grupo de garotos de sua aldeia, eles cercam a manada.
Então, Nirmala ora e depois fala aos elefantes: Esta não é a casa de vocês. Vocês precisam voltar para seu lugar.

Sempre haverá os que não creem e tudo creditam a crendices de tribos não muito instruídas.

Contudo, recordamos que, no Século XII andou pelas terras da Europa um personagem peculiar, conhecido como o Cristo da Idade Média. Seu nome era Francisco de Assis.
Célebre é o seu discurso às aves, nos arredores de Assis, na estrada entre Bevagna e Cannara, no seu retorno de Roma, após ter falado com o Papa Inocêncio III.
E outro Francisco, o mineiro Xavier, não falava somente com cães e gatos, que demonstravam compreendê-lo, quanto falou com formigas, pedindo que se retirassem das roseiras de sua casa.
Alertou-as que, no dia seguinte, seu amigo intencionava matá-las, e elas foram embora.

Tudo em a natureza se encadeia por elos que ainda não podemos compreender. Os animais têm suas formas de comunicação entre si.
Colocados para servir ao homem, achando-se a ele submetidos, por que não o poderiam compreender?

Não dão mostras disso os nossos animais de estimação, que, dizemos, nos entendem?

Quanto ainda temos a aprender em termos de natureza, a respeito da grande inter-relação que há entre todas as coisas, desse grande encadeamento entre todos os seres, obra do mesmo Pai.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/10/131030_encantadora_elefantes_india_pai

Doce Sentir, na voz de Elizabete Lacerda

sábado, 25 de junho de 2016

SOLIDÃO



Todos que estamos matriculados na escola terrena seguimos, ainda que não saibamos, para a felicidade!
Ainda assim, ha horas de desafios e problemas. Situações de conflito e dor.
Quem de nós já também não experimentou períodos de solidão.
Aquela sensação de vazio, ainda que em meio a multidão.
Onde os que sorriam conosco antes? E aqueles abraços de corações amigos que nos confortavam?
E os que partilhavam o pão conosco e se foram?
Dias de provas acerbas, de espinhos dolorosos, de incompreensões e amargor.
Em torno o silencio...
Mas, se apesar da dor, observarmos com atenção, perceberemos uma doce claridade sobre nós.
Pois que, ninguém, de fato, está completamente sozinho.
Não quando compreendemos a Bondade de Deus.
Ha amores invisíveis aos nossos olhos, mas que nos cercam com ternura e esperança.
Como proferem os Espíritos São Luiz e Santo Agostinho: Sim, onde quer que estejais, estarão convosco. Nem nos cárceres, nem nos hospitais, nem nos lugares de devassidão, nem na solidão, estais separados desses amigos a quem não podeis ver, mas cujo brando influxo vossa alma sente, ao mesmo tempo que lhes ouve os ponderados conselhos”. (questão 495 de “O Livro dos Espíritos”)
Sim, almas enviadas de Deus nos cercam e envolvem em sua luz, estimulando a paciência e a fé.
Ou seja, de uma perspectiva espiritual a verdadeira solidão não existe. Falamos, do ponto de vista psicológico, de sentimentos de solidão: aquele que se caracteriza por um estado de quietude interna, onde a criatura entra em contato com sua própria essência e sente-se em paz; ou aqueloutro que se manifesta através da tristeza de sentir-se só.
Mesmos essa solidão angustiante é um convite ao nosso melhor.
Segundo Hammed (em “As Dores da Alma” por Francisco do Espírito Santo Neto), o primeiro trata-se de importante momento de reflexão, onde exercitamos o aprendizado que nos levará a abrir um canal receptivo à consciência divina. O segundo relaciona-se aos nossos conflitos internos.
Somos chamados a aprender a vencer nós mesmos, nossas vaidades, orgulhos, preconceitos...
Abençoada solidão que nos dá oportunidade de rever conceitos e abrir o coração.
Como esclarece Emmanuel, no Livro "Fonte Viva", psicografia do amado Chico Xavier: "Choramos, indagamos e sofremos... Contudo, que espécie de renascimento não será doloroso? A ave, para libertar-se, destrói o berço da casca em que se formou, e a semente, para produzir, sofre a dilaceração na cova desconhecida. A solidão com o serviço aos semelhantes gera a grandeza. A rocha que sustenta a planície costuma viver isolada e o sol que alimenta o mundo inteiro brilha sozinho. Não nos cansemos de aprender a ciência da elevação. Lembremo-nos do Senhor Jesus que escalou o Calvário, com a cruz aos ombros feridos. Ninguém O seguiu na morte afrontosa, à exceção de dois malfeitores, constrangidos à punição, em obediência à justiça."
Sim, que belo ensinamento de Emmanuel... 
Saibamos enfrentar a cruz de nossos testemunhos, abrandando os sofrimentos com o coração repleto de amor. Como afirma constantemente o orador e médium Divaldo Franco, quem é solidário jamais será solitário!
Certa feita, perguntado sobre quem mais sofre no mundo, respondeu Chico Xavier: "Quem mais sofre no mundo é quem tem mais tempo para si mesmo. Quando o sofrimento alheio nos incomoda, o nosso não nos incomoda tanto… Eu tinha que ir para o “Luiz Gonzaga” escutar o povo; escutando aquela fila, acabava me convencendo de que o que eu sofria não era nada…"
Em verdade, temos tesouros de amor na alma.
Embora tenhamos tidos dissabores, decepções, abandonos... façamos uso dessa riqueza interior.
Ha tanta fome de carinho, tanta sede de paz pelos caminhos do mundo.
Superemos nossa aflição, enxugando a lagrima de alguém e nunca mais sentiremo-nos sozinhos, pois aonde quer que nossos passos nos conduzam, teremos um irmão para abraçar e amar!

"Solidão" - Alceu Valença


NÃO CONSTA...


Francisco, o pobrezinho de Assis, estava doente e febril.
O frio da Úmbria afetara-lhe os pulmões, naqueles dias de intensa nevasca.
Tremendo sob trapos, à guisa de cobertores, o inesquecível poverello era, sem dúvida, o retrato do abatimento pelas muitas privações a que se vinha submetendo na reconstrução espiritual da igreja.
- Pai Francisco - dizia-lhe Frei Leão, o amigo que velava por ele à cabeceira de improvisado leito -, não se exponha tanto assim... O senhor ultimamente não vem desfrutando de boa saúde...
Está tremulo, de passos vacilantes... o que será da nossa Ordem sem a sua presença?!... Peço-lhe que seja mais comedido... Cuide-se, alimente-se melhor... A sua infecção nos olhos não quer ceder... Agora, essa febre que não passa....
Com a humildade que o caracterizava, Francisco respondia:
- Não se preocupe, Cordeirinho.. Eu estou bem... Logo retomaremos as nossas andanças... Ainda temos muito que fazer... Tranquilize os nosso irmãos... Não estou me sentindo tão exaurido assim... O Senhor conta conosco e não podemos decepcioná-lo...
- Mas - argumentava Frei Leão, preocupado com o companheiro que definhava a olhos vistos - o senhor já tem feito bastante... Graças ao seu esforço, o nosso rebanho está aumentando... Não seria aconselhável, pelo menos por enquanto, diminuir o seu ritmo de trabalho?...
Erguendo a destra e alisando os cabelos de Frei Leão, Francisco respondeu com um sorriso que lhe aflorou aos lábios descorados:
- O problema, Cordeirinho, é que, quando se trata do Amor com que nos devemos amar uns aos outros, a palavra basta não consta do dicionario de Deus!...

Espirito Ramiro Gama
Médium Carlos A. Baccelli
Livro "Vida de Médium"

sexta-feira, 24 de junho de 2016

PERANTE O SEXO



Nunca escarneça do sexo, porque o sexo é manancial de criação divina, que não pode se responsabilizar pelos abusos daqueles que o deslustram.
Psicologicamente, cada pessoa conserva, em matéria de sexo, problemática diferente.
 Em qualquer área do sexo, reflita antes de se comprometer, de vez que a palavra empenhada gera vínculos no espírito.
Não tente padronizar as necessidades afetivas dos outros por suas necessidades afetivas, porquanto embora o amor seja luz uniforme e sublime em todos, o entendimento e posição do amor se graduam de mil modos na senda evolutiva.
Use a consciência, sempre que se decidir ao emprego de suas faculdades genésicas, imunizando-se contra os males da culpa.
Em toda comunicação afetiva, recorde a regra áurea: “não faça a outrem o que não deseja que outrem lhe faça”. 
O trabalho digno que lhe assegure a própria subsistência é sólida garantia contra a prostituição.
Não arme ciladas para ninguém, notadamente nos caminhos do afeto, porque você se precipitará dentro delas.
Não queira a sua felicidade ao preço do alheio infortúnio, porque todo desequilíbrio da afeição desvairada será corrigido, à custa da afeição torturada, através da reencarnação.
Se alguém errou na experiência sexual, consulte o próprio íntimo e verifique se você não teria incorrido no mesmo erro se tivesse oportunidade.
Não julgue os supostos desajustamentos ou as falhas reconhecidas do sexo e sim respeite as manifestações sexuais do próximo, tanto quanto você pede respeito para aquelas que lhe caracterizam a existência, considerando que a comunhão sexual é sempre assunto íntimo entre duas pessoas, e, vendo duas pessoas unidas, você nunca pode afirmar com certeza o que fazem; e, se a denúncia quanto à vida sexual de alguém é formulada por parceiro ou parceira desse alguém, é possível que o denunciante seja mais culpado quanto aos erros havidos, de vez que, para saber tanto acerca da pessoa apontada ao escárnio público, terá compartilhado das mesmas experiências.
Em todos os desafios e problemas do sexo, cultive a misericórdia para com os outros, recordando que, nos domínios do apoio pela compreensão, se hoje é o seu dia de dar, é possível que amanhã seja o seu dia de receber.

Espirito André Luiz
Médium Francisco C. Xavier
Livro "Sinal Verde"

                         "Forças do Ser" pelo Grupo BEM


O CÂNTICO DA IMORTALIDADE


Vivemos...
E até então, a vida tem se me apresentado como uma verdadeira benção.
Não porque esteja isento de dores e dificuldades... mas por, desde menino, tenho vivenciado experiencias que me comprovam a grandeza da existência. 
Nas oportunidades de verificar os valores da dignidade, da compaixão, da bondade, da fé...
E nos lances de luz, que vem nos revelando a Imortalidade do ser.
Recordando da infância, me vem a tela do pensamento as inúmeras pessoas que vinham ao nosso lar, em busca das preces e imposições das mãos que meu pai realizava. 
Quantos corações sofridos... quantas lagrimas... mas acima disso, a presença vibrante da fé e do carinho que envolvia aquelas pessoas. A luz do Evangelho Segundo o Espiritismo, meu pai exortava a Bondade de Deus e a grandeza da Vida que jamais acaba.
Realizava comoventes preces, impunha as mãos, revivendo aqueles quadros tão belos do Evangelho do Cristo, e as pessoas saiam revigoradas e fortalecidas.
E sempre presente as exortações de meu pai, estava a afirmação da presença dos seres espirituais, criaturas benevolentes, homens e mulheres que vivenciaram as experiencias materiais, como todos nós, e prosseguiam vivendo além tumulo, amando e amparando os que aqui continuam em sua jornada terrena.
Quantas e quantas vezes, nos socorreram em nossas necessidades de consolo e esperança, esses seres luminosos, nos comprovando que acima das aflições, brilha a Vida vencendo a morte. Nada diferente da bela imagem da Ressurreição do Cristo, nos estimulando o coração a prosseguir perante os dissabores e problemas, cientes que nada pode destruir-nos.
O Espiritismo, nada mais vem realizar que nos recordar esses princípios celestes que regem a humanidade. Traz-nos de volta o Cristianismo naquela pureza singela, que enchia de coragem o intimo dos mártires, que seguiam cantando aos circos das ignominias da antiga Roma, dando o testemunho do perdão e da fé viva.
Os fatos espiritas sempre existiram... mas na atualidade, o homem é chamado a compreende-los, saindo do misticismo e fantasias, para a realidade mais profunda do ser. 
Não morremos e são exatamente os que partiram antes de nós que vem dar seu testemunho, ao longo de toda historia humana.
Relendo o belo exemplar do escritor francês Léon Denis, "Os Espíritos e os Médiuns", no capitulo 2, chamado "Os Fenômenos Espiritas", nos deparamos com belo exemplo do que falamos:

Mais recentemente, o pastor Wynn, que goza de certo renome como pregador na Inglaterra, publicou um pequeno volume, muito substancioso, em que relata toda uma série de fenômenos comprobatórios da sobrevivência de seu filho Ruperto. 
Este jovem, caído gloriosamente nas linhas inglesas, durante o Grande Cataclismo, manifestou-se de diferentes maneiras, por vários médiuns que não o conheciam, nem a seu pai, em condições notáveis de autenticidade. 
O Sr. Wynn, que a princípio era cético com respeito ao Espiritismo, chegou a reconhecer a sua validade, aderindo a ele publicamente. 
Em continuação, reproduzimos um dos fatos assinalados em sua obra  Ruperto Vive
O autor se expressa assim: 
“Uma noite do mês de julho de 1918, subi a um vagão de terceira classe, na estação de Marylebene (bairro de Londres) para ir a Chesham. No fundo do compartimento se achavam sentadas duas senhoras, uma de frente para outra. Pus-me a ler meu diário The Evening Standard. Quando o trem se aproximava de Harrow, ouvi que uma das senhoras dizia a sua acompanhante: 
– Permita-me, sou espírita e médium; suponho que a senhora não terá medo, mas sua mãe está sentada ao seu lado. Ela me disse que passou para o Além recentemente, e me roga que lhe transmita algo. 
Não esquecerei nunca a expressão da senhora a quem se dirigiam essas palavras inquietantes. Ficou pálida. Sem dúvida despertaram-lhe todos os seus preconceitos religiosos e, com uma disposição de espírito anticientífica, murmurou: 
– Mas, eu não creio no Espiritismo. É contrário a meus princípios. Por outra parte, eu não a conheço e a senhora não conhece a mim. Como sabe a senhora que minha mãe morreu?
– Eu sei que sua mãe passou para o Além, porque ela mesma me disse, respondeu a outra. Está sentada a seu lado e, além disso, falou que a senhora se chama Gracia. (Aqui a informou de uma comunicação pessoal que fez a cética senhora trocar imediatamente de idéia. É-me impossível, por seu caráter particular, publicar essa comunicação, ainda que seja parte dessa assombrosa revelação). 
Voltando-se para mim, a médium disse: 
– Creio conhecê-lo. É o senhor Wynn, de Chesham, verdade? Seu filho Ruperto veio outra noite a uma de minhas reuniões e me rogou que lhe pedisse para ter uma sessão com meu marido e comigo, em sua biblioteca, e que permitisse a meu marido fotografá-lo. 
A senhora me falava tranquilamente, e de um modo muito natural, como se estivesse me oferecendo uma taça de chocolate. 
– Senhora, disse-lhe, tanto minha esposa quanto eu teremos muito gosto em recebê-la. 
A senhora Rice – assim se chamava a médium, – veio a Chesham com seu marido. Sentamo-nos em minha biblioteca. Essa senhora, que vive em Nara, Northwood, Middlesex, nunca havia estado em nossa casa. Eu não lhe havia dito nada de Ruperto, e tinha preparado certas perguntas para pôr à prova sua clarividência. 
Fazia só alguns minutos que se havia sentado quando se manifestou W. T. Stead. Era o aspecto, os
trejeitos, a voz do grande periodista, que me deu provas de sua identidade verdadeiramente incontestáveis. 
Depois veio Ruperto, falando com o seu tom familiar habitual. Respondendo às minhas perguntas, mostrou o lugar da casa onde dormia, a gaveta onde colocava suas cartas. Falou da gata que uma vez trouxe do campo, pequenina, suja e meio morta, disse-nos o nome dela, a cor do pêlo, e deu uma porção de detalhes de nossa vida íntima que a médium não podia conhecer de maneira nenhuma.
Depois, obtivemos a fotografia de Ruperto, de forma tal que os peritos fotógrafos, a quem ela foi mostrada, afirmaram-me que seria impossível, com todos os seus recursos, obter um resultado semelhante. Todos os membros da família e amigos de meu filho o reconheceram imediatamente.” 
Como conclusão, o pastor Wynn declara: 
“Antes eu acreditava na sobrevivência, só pelo ato da fé; hoje, creio nela porque sei que é certa.” 
Com respeito às suas convicções religiosas, acrescenta: 
“Estas investigações tiveram como resultado fortificar minha crença em Cristo e nos ensinamentos do Novo Testamento. Hoje compreendo centenas de coisas da Bíblia que antes não podia compreender.”

E assim prossegue o Cântico da Imortalidade proferido por Jesus, até nossos dias, a fim que tenhamos consciência que a Vida é Imbatível e que aqueles que partiram antes de nós pelo fenômeno da morte, não deixaram de existir, e seguem nos enviando suas vibrações de amor e ternura, pois que nossos laços são eternos!

"O Homem" na voz de Elizabete Lacerda