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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

OS ANIMAIS... ESSES SERES EXTRAORDINARIOS

"Quando os seres humanos se convencerem de que todos os animais são seres sensíveis e inteligentes, o mundo terá dado um grande passo em direção a nossa própria evolução." (Marcel Benedeti)

Certamente você já viu pessoas que tratam os animais como membros da família, não é mesmo? O amor de um animal de estimação é algo único e as atitudes deles para com seu dono podem surpreender muita gente.
Para nossa reflexão sobre o papel desses seres extraordinários que nos acompanham, vamos falar de alguns casos em que esta fidelidade se transformou em heroísmo através de uma demonstração de amor... casos em que os animais salvaram as vidas de seres humanos.

Cão salva sua dona de morrer engasgada
No dia em que Debbie Parkhust, 45 anos se engasgou com um pedaço de maçã, ela tentou bater forte em seu próprio peito para tentar expulsar o pedaço, mas foi tudo em vão. Neste momento Tobby, a cachorrinha, a derrubou no chão e começou a pular com as patas sobre o peito de sua dona, ele conseguiu fazer com que ela cuspisse o pedaço de maçã.
No exato momento em que ela cuspiu o pedaço ele parou de pular sobre ela e começou a lamber seu rosto. Ela revela que ficou com vários hematomas no peito, mas foi graças a Tobby que ela está viva.
O cãozinho que salvou o bebê da cobra
Este fato conta a história do bebê de apenas um ano de idade Booker West, ele estava brincando no quintal da casa de seus avós quando uma cascavel surgiu rastejando em direção a ele, neste momento o pequeno chihuahua Zoey, de apenas 5 quilos pulou sobre a cobra e mordeu o réptil evitando que ela atacasse o bebê.
O Jack Russell Terrier que deu sua vida para salvar cinco crianças de cães selvagens
Em 2007, cinco crianças estavam brincando com o cão George quando eles foram atacados por pit bulls. "George tentou nos proteger latindo e correndo para cima deles", disse uma das crianças sobre o ataque ", mas eles começaram a mordê-lo -. Um na cabeça e outro nas costas".
Sua intervenção foi heróica ao salvar as crianças, embora mais tarde ele morreu de seus ferimentos. George foi postumamente premiado com uma medalha por bravura.
Homem salvo por golfinhos
Agora vamos falar de Ronnie, um pescador da baía de Puerto Princesa, seu bote virou durante uma forte tempestade e após 24 horas no mar quando já estava perdendo as forças, surgiram cerca de 30 golfinhos que empurraram o seu bote até a praia.
A situação de Ronnie era tão séria que ele desmaiou enquanto os golfinhos empurraram o bote. Assim que o bote chegou a praia, os moradores locais o ajudaram e depois fizeram o relato a ele do que havia acontecido.
Gorila salva criança no zoológico
Este caso aconteceu no zoológico de Illinóis nos EUA, um garoto de 3 anos acabou escalando o muro e caindo dentro do foco dos gorilas. Uma gorila fêmea chamado Binti Jua imediatamente correu e ficou carregando o menino protegendo-o dos outros gorilas.
Ela caminhou com o garoto nos braço até bem perto do portão por onde os tratadores entravam e ficou sentada até que escutou o barulho do portão abrindo, neste momento ela cuidadosamente colocou o garoto na pedra bem próximo do portão e se afastou.
O Espiritismo nos esclarece que todos os seres são criações de Deus, mais do que simples maquinas orgânicas, do mais simples aos mais complexos, somos espíritos em constante processo evolutivo. Do átomo ao arcanjo, seguimos todos crescendo e aprendendo, desenvolvendo os potenciais celestes que germinam em nosso intimo.
Chico Xavier tinha uma singular estima pelos animais; aqueles que frequentavam seu modesto lar sabem que o médium vivia cercado por algum animal doméstico.
Chico tinha um cão que atendia pelo nome de Lorde, o qual conhecia as pessoas que visitavam seu dono, quais eram as amigas, as curiosas e as maliciosas.

Palavras de Chico Xavier:

"- Senti-lhe, sobremodo, a morte . Fez-me grande falta.
Era meu inseparável companheiro de oração.
Toda manhã e à noite, em determinada hora, dirigia-me ao quarto para orar. Lorde chegava logo em seguida.
Punha as patas sobre a cama, abaixava a cabeça e ficava assim em atitude de recolhimento orando comigo.
Quando eu acabava, ele também acabava e ia deitar-se a um canto do quarto.
Em minhas preces mais sentidas, Lorde levantava a cabeça e enviava-me seus olhos meigos, compreensivos, às vezes cheios de lágrimas, como a dizer que me conhecia o íntimo, ligando-se ao meu coração.
Desencarnou.
Enterrei-o no quintal lá de casa..."

Ainda sobre esse admirável cão, conta-se que num dos passeios que fizeram no campo, em Pedro Leopoldo, em busca de ervas, entraram em uma caverna com o cão amarrado à coleira para que não se perdesse deles. Só que no final foram eles que se perderam e não conseguiam encontrar de modo algum a saída da caverna. Então, fizeram uma oração pedindo a mãe de ambos (já desencarnada) que lhes desse uma luz.
Como todo mundo sabe Chico, desde criança, sempre teve contatos com os espíritos dos desencarnados, inclusive, com a sua mãe que apareceu para ambos e disse: - Soltem o LORDE que está amarrado a vocês, que ele livre poderá levá-los até a saída. Assim fizeram e chegaram com o cão até a entrada.
Alguns anos mais tarde o seu irmão desencarnou e Lord acabou sozinho com o Chico, mas, com o tempo e a idade veio a falecer e para surpresa do Médium, o espírito de seu irmão veio para acompanhar o desencarne de Lorde e recebê-lo no plano espiritual. E José durante algum tempo, quando visitava o Chico, vinha acompanhado de Lorde que, ao contrário da maioria dos animais, não reencarnou rapidamente e ficou acompanhando seu antigo dono no plano espiritual.

Pensando sobre esses impressionantes fatos, é fácil entender porque São Francisco, o Poverello de Assis, com fascinante amor e lucidez, lhes chamava de irmãos!

segunda-feira, 4 de julho de 2016

HISTORIA DE UM CÃO


Falávamos de amor, de heroísmo e ternura,
Nos caminhos da Terra, em lutas naturais,
Quando um amigo lembrou: “não se deve esquecer
O amor dos animais”.

E contou comovido:
— Quando na Terra, um pobre cão rafeiro
Que eu nunca soube de onde vinha,
Fez-se meu companheiro
Na tapera isolada que eu mantinha.
Era um cão vagabundo, um desses cães,
Cujo medo de banho desconsola,
Vendo-lhe a boca enorme e as bochechas caídas,
As crianças chamavam-no Beiçola.
Bernento e preguiçoso, muitas vezes,
Procurei desterrá-lo,
Mas Beiçola voltava e me seguia
Estivesse eu a pé ou trotando a cavalo.
Já não sabia o que fazer do cão,
Que já me habituara a suportar
Num misto de amizade e de aversão.
Certa manhã de sábado, eu devia,
Ir do campo à cidade,
A fim de resgatar antiga conta
Cujo prazo vencia.
Montei no meu pequira muito cedo
De merenda robusta na sacola,
E pus-me alegremente no caminho
Acompanhado por Beiçola.
Desmontei-me às dez horas para o almoço,
Transportando a merenda para baixo,
Ao pé de velha ponte que cobria
Um pequeno riacho…
Alimentei-me à farta e dei ao cão
Tudo o que me sobrou da refeição…
Tomei de novo a montaria
Açoitei o animal para seguir depressa,
O débito a pagar era daquele dia,
Mas uma cena estranha então começa.
Beiçola, de ordinário, pachorrento,
Intentava correr, de lado a lado,
Em uivos e latidos…
Depois correu à frente,
Como a querer parar o pequira assustado.
O cão dependurava-se nos freios,
Enquanto eu lhe gritava nomes feios;
Espanquei-o a chicote, mas em vão…
E cansado de vê-lo a pular, doidamente,
Conclui, de repente,
Que a doença da raiva atacara meu cão…
Agi sem medo, rápido e seguro,
Dei-lhe um tiro com o fim de eliminá-lo,
De modo a defender-me e a livrar meu cavalo.
Beiçola então soltou doloroso gemido,
Caminhou para trás, claramente ferido,
Enquanto fui em frente…
Mas atingindo o banco e buscando o gerente,
A fim de resgatar a minha conta inteira,
Debalde procurei minha carteira…
No assombro que me toma,
Notei que me faltava grande soma…
Decerto que perdera o dinheiro em caminho
Pois saíra com ele da fazenda…
Deliberei voltar ao local da merenda,
Pedi ao chefe amigo aguardar mais um pouco
E aflito, semi-louco,
Remontei o cavalo e voltei de corrida…
Regressando ao lugar em que estivera…
E o amigo rematou, emocionado:
— Só então compreendi quão ingrato que eu era…
Sabem o que encontrei?
Após seguir pequeno espaço
Todo ele marcado em sangue, traço a traço,
Achei Beiçola já sem vida…
E ao arrastá-lo para um canto,
Vi, sob o corpo dele, a estremecer de espanto,
A carteira perdida…
Ah! como me doeu o coração
De susto e de emoção!…
Não sei dizer tudo o que sinto,
Por muito que lhes conte,
Meu pobre cão rafeiro,
Cuja lembrança está sempre comigo,
Arrastou-se ferido e, após ganhar a ponte,
Morreu fiel e amigo,
Guardando o meu dinheiro.

Espirito Maria Dolores
Médium Francisco C. Xavier
Livro "Coração e Vida"

segunda-feira, 27 de junho de 2016

OS ANIMAIS E O HOMEM



Aconteceu em junho de 2013 e a notícia foi veiculada internacionalmente, tornando celebridade uma menina indiana, de apenas quatorze anos de idade.
Nos últimos dez anos, muitos conflitos aconteceram entre elefantes e homens, no centro e no leste da Índia, resultando na morte de duzentos elefantes e oitocentas pessoas.
Quando a área residencial da cidade de Rourkela foi invadida por uma manada de onze elefantes, vinda de florestas próximas, o pânico tomou conta da população.
As autoridades tentaram conter a manada, sem sucesso. Finalmente, conseguiram direcionar os elefantes para um estádio de futebol.
O que fazer com eles, como levá-los de volta para a floresta era a grande dificuldade.
Foi quando Nirmala Toppo foi lembrada. Corria a notícia de que uma menina camponesa, que vivia na cidade próxima de Jharkhand, falava com os elefantes.
Ela veio, acompanhada do pai e outros membros da tribo. Foi até a manada e a levou de volta à floresta, caminhando com ela durante horas.
Como consequência, teve bolhas e infecções nos pés e nas pernas, necessitando, em seu retorno, de internamento hospitalar para o devido tratamento.
Não há provas científicas, alegam muitos, de que elefantes selvagens consigam entender humanos.
Alguns comentam que certas tribos convivem há tanto tempo com animais selvagens, inclusive elefantes, que conseguem se entender com eles.
O fato é que, quando elefantes invadem uma aldeia e destroem colheitas, os moradores pedem ajuda a Nirmala. E ela sempre tem sucesso.
A menina teve sua mãe morta por elefantes selvagens, o que a levou a desenvolver técnicas para afastá-los das regiões povoadas.
Ela alega conversar com os animais no dialeto de sua tribo, Mundaari, e consegue persuadi-los a voltar para o seu lugar de origem.
Com a ajuda do pai e de um grupo de garotos de sua aldeia, eles cercam a manada.
Então, Nirmala ora e depois fala aos elefantes: Esta não é a casa de vocês. Vocês precisam voltar para seu lugar.

Sempre haverá os que não creem e tudo creditam a crendices de tribos não muito instruídas.

Contudo, recordamos que, no Século XII andou pelas terras da Europa um personagem peculiar, conhecido como o Cristo da Idade Média. Seu nome era Francisco de Assis.
Célebre é o seu discurso às aves, nos arredores de Assis, na estrada entre Bevagna e Cannara, no seu retorno de Roma, após ter falado com o Papa Inocêncio III.
E outro Francisco, o mineiro Xavier, não falava somente com cães e gatos, que demonstravam compreendê-lo, quanto falou com formigas, pedindo que se retirassem das roseiras de sua casa.
Alertou-as que, no dia seguinte, seu amigo intencionava matá-las, e elas foram embora.

Tudo em a natureza se encadeia por elos que ainda não podemos compreender. Os animais têm suas formas de comunicação entre si.
Colocados para servir ao homem, achando-se a ele submetidos, por que não o poderiam compreender?

Não dão mostras disso os nossos animais de estimação, que, dizemos, nos entendem?

Quanto ainda temos a aprender em termos de natureza, a respeito da grande inter-relação que há entre todas as coisas, desse grande encadeamento entre todos os seres, obra do mesmo Pai.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/10/131030_encantadora_elefantes_india_pai

Doce Sentir, na voz de Elizabete Lacerda