domingo, 5 de junho de 2016

REFLETINDO COM O GIGANTE...


O adversário sutil

O que mais infelicita o homem, fazendo-o triste e desesperado, é um inimigo terrível que ele carrega dentro do próprio coração. Referimo-nos ao medo.
O homem tem medo de amar, medo de sorrir, medo de ser honesto, medo de ser humilde, paciente e compreensivo.
E com isso mesmo ele se entrega à falsa coragem do ódio, da vingança, da mentira e da desonra de si mesmo.
Por isso convive com a péssima companhia do orgulho, assenta-se no trono da vaidade e deixa-se coroar com as flores da ilusão.
E aplaudido pelos néscios como sendo um herói, é por dentro de sua própria consciência um refém do medo, pois sabe que seu encontro com a Justiça Divina é inevitável.
Tenha, pois, irmão querido, a suficiente coragem de ser bom, afaste-se ainda hoje do terrível adversário que é o medo e começará a ser feliz.

Por Jerônimo Mendonça
(Livro "Escalada de Luz")

Jerônimo Mendonça
Um Irmão totalmente portador de deficiência física, num leito há mais de 30 anos, sem mover o
pescoço, cego há vinte anos, com terríveis dores no peito, necessitando do peso de quilos de areia para suportar essas dores! Esse homem resignado e sereno viajou pelo brasil a fora proferindo palestras, cantando, consolando e orientando centenas de pessoas. Por isso mesmo ficou conhecido como o Gigante Deitado, por revelar uma grandeza de amor e compaixão aos semelhantes contagiante!

PLURALIDADE DOS MUNDOS - VIDA EM OUTROS PLANETAS



Por Allan Kardec

Quem ainda não se perguntou, considerando a Lua e os outros astros, se esses globos são habitados? Antes que a Ciência nos houvesse iniciado na natureza desses astros, podia-se duvidar; hoje, no estado atual de nossos conhecimentos, pelo menos há probabilidade; mas, a essa ideia verdadeiramente sedutora, são feitas objeções tiradas da própria Ciência. Parece, dizem, que a Lua não tem atmosfera e, provavelmente, não tem água. Em Mercúrio, tendo em vista a sua proximidade do Sol, a temperatura média deve ser a do chumbo fundido, de sorte que, se ali houver este metal, deve correr como a água dos nossos rios. Em Saturno dá-se exatamente o oposto; não temos um termo de comparação para o frio que lá deve reinar; a luz do Sol deve ser muito fraca, apesar do reflexo de suas sete luas e de seu anel, porquanto, àquela distância, o Sol não deve parecer senão como estrela de primeira grandeza. Em tais condições, pergunta-se se seria possível viver.
Não se concebe que semelhante objeção possa ser feita por homens sérios. Se a atmosfera da Lua não foi percebida, será racional inferir que não exista? Não poderá ser formada de elementos desconhecidos ou bastante rarefeitos para não produzirem refração sensível? Diremos a mesma coisa da água ou dos líquidos ali existentes. Em relação aos seres vivos, não seria negar o poder divino julgar impossível uma organização diferente da que conhecemos, quando, sob nossos olhos, a providência da Natureza se estende com uma solicitude tão admirável até o menor inseto, dando a todos os seres órgãos apropriados ao meio em que devem viver, seja a água, o ar ou a terra, estejam imersos na escuridão ou expostos à luz do Sol? Se jamais houvéssemos visto peixes, não poderíamos conceber seres vivendo na água; não faríamos uma ideia de sua estrutura. Ainda há pouco tempo, quem teria acreditado que um animal pudesse viver indefinidamente no seio de uma pedra? Mas, sem falar desses extremos, os seres que vivem sob o forte calor da zona tórrida poderiam existir nos gelos polares? E, entretanto, há nesses gelos seres organizados para esse clima rigoroso, incapazes de suportar a ardência de um sol tropical. Por que, então, não admitir que os seres possam ser constituídos de maneira a viver em outros globos e em um meio totalmente diferente do nosso? Seguramente, sem conhecer a constituição física da Lua, dela sabemos o bastante para estarmos certos de que, tais quais somos, ali não poderíamos viver, como não o podemos no seio do oceano, na companhia dos peixes. Pela mesma razão, se os habitantes da Lua, constituídos para viver sem ar ou num ar muito rarefeito, talvez completamente diverso do nosso,
pudessem um dia vir à Terra, seriam asfixiados em nossa espessa atmosfera, como ocorre conosco quando caímos na água. Ainda uma vez, se não temos a prova material e de visu da presença de seres vivos em outros mundos, nada prova que não possam existir organismos apropriados a um meio ou a um clima qualquer. Ao contrário, diz-nos o simples bom-senso que deve ser assim, uma vez que repugna à razão acreditar que esses inumeráveis globos que circulam no espaço não passem de massas inertes e improdutivas. A observação, ali, nos mostra superfícies acidentadas, como aqui, por montanhas, vales, barrancos, vulcões extintos ou em atividade; por que, então, lá não haveria seres orgânicos? Seja, dirão; que haja plantas, mesmo animais, é possível; porém, seres humanos, homens civilizados como nós, conhecendo Deus, cultivando as artes, as ciências, será possível?
Por certo nada prova matematicamente que os seres que habitam os outros mundos sejam homens como nós, nem que sejam mais ou menos avançados do que nós, moralmente falando; mas, quando os selvagens da América viram desembarcar os espanhóis, não tiveram mais dúvidas de que, além dos mares, existia um outro mundo, cultivando artes que lhes eram desconhecidas. A Terra é salpicada de inumerável quantidade de ilhas, pequenas ou grandes, e tudo o que é habitável é habitado; não surge no mar um rochedo sem que o homem ali não plante a sua bandeira. Que diríamos se os habitantes de uma dessas menores ilhas, conhecendo perfeitamente a existência das outras ilhas e continentes, mas não tendo tido jamais relações com os que os habitam, acreditassem ser os únicos seres vivos do globo? Dir-lhes-íamos: Como podeis acreditar que Deus tenha feito o mundo somente para vós? Por qual estranha bizarrice vossa pequena ilha, perdida num canto do oceano, teria o privilégio de ser a única habitada? Podemos dizer o mesmo em relação às outras esferas. Por que a Terra, pequeno globo imperceptível na imensidão do Universo, que dos outros planetas não se distingue nem por sua posição, nem por seu volume, nem por sua estrutura, visto não ser nem a menor, nem a maior, nem está no centro, nem na extremidade; por que, dizíamos, dentre tantas outras seria a única morada de seres racionais e pensantes? Que homem sensato poderia crer que esses milhões de astros que cintilam sobre nossas cabeças foram feitos somente para recrear os nossos olhos? Qual seria, então, a utilidade desses outros milhões de globos invisíveis a olho nu e que não servem sequer para nos iluminar? Não haveria ao mesmo tempo orgulho e impiedade pensar que assim fosse? Àqueles a quem pouco importa a impiedade, diremos que é ilógico.
Chegamos, pois, por um simples raciocínio, que muitos outros fizeram antes de nós, a concluir pela pluralidade dos mundos, e esse raciocínio é confirmado pelas revelações dos Espíritos. Com efeito, eles nos ensinam que todos esses mundos são habitados por seres corporais apropriados à constituição física de cada globo; que, entre os habitantes desses mundos, uns são mais, outros menos adiantados que nós, do ponto de vista intelectual, moral e mesmo físico. Ainda mais: sabemos hoje que podemos entrar em relação com eles e obter informações sobre o seu estado; sabemos, igualmente, que não apenas são habitados todos os globos por seres corpóreos, mas que o espaço é povoado de seres inteligentes, a nós invisíveis por causa do véu material lançado sobre nossa alma e que revelam sua existência por meios ocultos ou patentes. Assim, tudo é povoado no Universo, a vida e a inteligência estão por toda parte: nos globos sólidos, no ar, nas entranhas da Terra, e até nas profundezas etéreas. Haverá nessa doutrina alguma coisa que repugne à razão? Não é, ao mesmo tempo, grandiosa e sublime? Ela nos eleva por nossa própria pequenez, bem ao contrário desse pensamento egoísta e mesquinho, que nos coloca como os únicos seres dignos de ocupar o pensamento de Deus.

Revista Espírita nº3, Março de 1858


"Disco Voador" na voz de Palmeira & Bia

A MÚSICA MAIS LINDA



No torvelinho das dores humanas ha o constante convite ao consolo, ao gesto de bondade.
Em toda parte se encontram lagrimas e aflições.
Aqui e ali existem angustias a serem aliviadas.
E onde quer estejamos, podemos ser o instrumento desse balsamo.
Isolar-nos das dores alheias é um engano.
"É impossível ser feliz sozinho...", já dizia a celebre canção de Tom Jobim.
Nascemos para a vida em conjunto, como reafirmam o Espíritos a Allan Kardec na resposta a questão 766 de "O Livro dos Espíritos": "Deus fez o homem para viver em sociedade. Deus não deu inutilmente ao homem a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação."
Certamente em meio a essa vida de relação nos deparamos com tantos sofrimentos. E se nos detivermos, perceberemos que eles são irmãos de nossas próprias dores.
Cada desespero é um reflexo de nossos desesperos... cada lagrima é um espelho de nossas muitas lagrimas.
Somente na busca do amparo uns aos outros poderemos encontrar a paz.
Num gesto de afeto, numa palavra amiga, numa escuta amorosa, numa visita ao enfermo, na acolhida ao solitário, no enxugar do pranto do sofredor, na transmissão do carinho mais sincero, estaremos transmutando as dores humanas em esperança e alivio.
Confiemos no poder curativo da fraternidade, da bondade e faremos ecoar em toda parte a Sinfonia do Amor, como nos exemplifica Bezerra de Menezes, o Médico dos Pobres...
Casara-se em 6 de novembro de 1858 com D. Maria Cândida de Lacerda, que pertencia à ilustre Família dos Maia Lacerda.
E a vida se lhe torna risonha ainda que refeita dos trabalhos, trabalhos diferentes, porque representando Serviços do Senhor.
Neste afã glorioso não lhe sobra tempo para assistir a uma temporada lírica, tão abundante naquela época.
Encontra-se com um colega que há muito não via.
E este lhe pergunta se gostava de Música.
- É o maior encanto para mim a Música, responde-lhe Bezerra.
- E por que, então, não veio à Companhia lírica? A temporada tem estado brilhante!
- Não posso; os meus doentes não me dão tempo de ouvir as harmonias líricas...
- Mas assim, em pouco, estará embrutecido...
- Nem tanto, meu amigo. Isto me traz a vantagem de ouvir as harmonias do coração, que é a Música mais linda do mundo!
Assim é o doce médico da alma...
No mesmo caminho do querido Bezerra, participemos dessa canção. E onde a Vida nos tenha posto, saibamos tocar também os corações!




"Fica sempre um pouco de perfume", na voz de Vansan


sábado, 4 de junho de 2016

A PRECE



Por Léon Denis

A prece deve ser uma expansão íntima da alma para com Deus, um colóquio solitário, uma meditação sempre útil, muitas vezes fecunda. É, por excelência, o refúgio dos aflitos, dos corações magoados. Nas horas de acabrunhamento, de pesar íntimo e de desespero, quem não achou na prece a calma, o reconforto e o alivio a seus males? Um diálogo misterioso se estabelece entre a alma sofredora e a potência evocada. A alma expõe suas angústias, seus desânimos; implora socorro, apoio, Indulgência. E, então, no santuário da consciência, uma voz secreta responde: é a voz d’Aquele donde dimana toda a força para as lutas deste mundo, todo o bálsamo para as nossas feridas, toda a luz para as nossas incertezas. E essa voz consola, reanima, persuade; traz-nos a coragem, a submissão, a resignação estoicas. E, então, erguemo-nos menos tristes, menos atormentados; um raio de sol divino luziu em nossa alma, fez despontar nela a esperança.
Há homens que desdenham a prece, que a consideram banal e ridícula. Esses jamais oraram, ou, talvez, nunca tenham sabido orar. Ah! sem dúvida, se só se trata de padre-nossos proferidos sem convicção, de responsos tão vãos quanto Intermináveis, de todas essas orações classificadas e numeradas que os lábios balbuciam, mas nas quais o coração não toma parte, pode-se compreender tais críticas; porém, nisso não consiste a prece. A prece é uma elevação acima de todas as coisas terrestres, um ardente apelo às potências superiores, um Impulso, um voo para as regiões que não são perturbadas pelos murmúrios, pelas agitações do mundo material, e onde o ser bebe as Inspirações que lhe são necessárias. Quanto maior for seu alcance, tanto mais sincero é seu apelo, tanto mais distintas e esclarecidas se revelam as harmonias, as vozes, as belezas dos mundos superiores. É como que uma janela que se abre para o Invisível, para o infinito, e pela qual ela percebe mil impressões consoladoras e sublimes. Impregna-se, embriaga-se e retempera-se nessas impressões, como num banho fluídico e regenerador.
Nos colóquios da alma com a Potência Suprema a linguagem não deve ser preparada ou organizada com antecedência; sobretudo, não deve ser uma fórmula, cujo tamanho é proporcional ao seu importe monetário, pois isso seria uma profanação e quase um sacrilégio. A linguagem da prece deve variar segundo as necessidades, segundo o estado do Espírito humano. É um grito, um lamento, uma efusão, um cântico de amor, um manifesto de adoração, ou um exame de seus atos, um Inventário moral que se faz sob a vista de Deus, ou ainda um simples pensamento, uma lembrança, um olhar erguido para o céu.
Não há horas para a prece. Sem dúvida, é conveniente elevar-se o coração a Deus no começo e no fim do dia. Mas, se não vos sentirdes motivados, não oreis; é melhor não fazer nenhuma prece do que orar somente com os lábios. Em compensação, quando sentirdes vossa alma enternecida, agitada por um sentimento profundo, pelo espetáculo do infinito, deveis fazer a prece, mesmo que seja à beira dos oceanos, sob a claridade do dia, ou debaixo da cúpula brilhante das noites; no meio dos campos e dos bosques sombreados, no silêncio das florestas, pouco importa; é grande e boa toda causa que, produzindo lágrimas em nossos olhos ou dobrando os nossos joelhos, faz também emergir em nosso coração um hino de amor, um brado de admiração para com a Potência Eterna que guia os nossos passos por entre os abismos.

Seria um erro julgar que tudo podemos obter pela prece, que sua eficácia Implique em desviar as provações inerentes à vida. A lei de imutável justiça não se curva aos nossos caprichos. Os males que desejaríamos afastar de nós são, muitas vezes, a condição necessária do nosso progresso. Se fossem suprimidos, o efeito disso seria tornar estéril a nossa vida. De outro modo, como poderia Deus atender a todos os desejos que os homens exprimem nas suas preces? A maior parte destes seria incapaz de discernir o que convém, o que é proveitoso. Alguns pedem a fortuna, ignorando que esta, dando um vasto campo às suas paixões, seria uma desgraça para eles.

Na prece que diariamente dirige ao Eterno, o sábio não pede que o seu destino seja feliz; não deseja que a dor, as decepções, os revezes lhe sejam afastados. Não! O que ele implora é o conhecimento da Lei para poder melhor cumpri-la; o que ele solicita é o auxílio do Altíssimo, o socorro dos Espíritos benévolos, a fim de suportar dignamente os maus dias. E os bons Espíritos respondem ao seu apelo.
Não procuram desviar o curso da justiça ou entravar a execução dos decretos divinos. Sensíveis aos sofrimentos humanos, que conheceram e suportaram, eles trazem a seus irmãos da Terra a inspiração que os sustém contra as influências materiais; favorecem esses nobres e salutares pensamentos, esses Impulsos do coração que, levando-os para altas regiões, os libertam das tentações e das armadilhas da carne. A prece do sábio, feita com recolhimento profundo, isolada de toda preocupação egoísta, desperta essa Intuição do dever, esse superior sentimento do verdadeiro, do bem e do justo, que o guiam através das dificuldades da existência e o mantêm em comunicação íntima com a grande harmonia universal.
Mas, a Potência Soberana não só representa a justiça; é também a bondade, imensa, infinita e caritativa. Ora, por que não obteríamos por nossas preces tudo o que a bondade pode conciliar com a justiça? Podemos pedir apoio e socorro nas ocasiões de angústia, mas somente Deus pode saber o que é mais conveniente para nós e, na falta daquilo que lhe pedimos, enviarnos-á proteção fluídica e resignação.

Livro Depois da Morte – FEB 
Léon Denis 
Trecho do cap. 51

FILHO DE DEUS

Alma boa...
Tem fé na Vida.
Tem confiança em ti.
Se os dissabores ferem...
As angustias amarguram...
E as dificuldades atordoam...
Maior é tua força.
Mais belo é teu destino.
Vieste do Coração do Universo.
Nas estrelas está tua herança.
Caminha em direção ao Alto.
Perdoa, ama e abençoa.
Ajuda, consola e redime.
Todas as tristezas se desfazem como pó no passar do tempo...
Mas a glória de viver permanecerá contigo, ecoando pelas eras sem fim, pois és filho de Deus!

A MELHOR PARTE



"Não duvide de si mesmo. Isso mata." (Robert McCall)

O homem se desconhece e por isso sofre.
Não compreendemos a extensão dos poderes que existem em nós.
A grandeza de nosso destino.
A beleza do objetivo de estarmos aqui.
Somos as inteligências do Universo, como definem os Espíritos a Allan Kardec.
E como seres dotados de tal capacidade, podemos realizar maravilhas.
Eis de porque tantos desafios, diariamente...
Um chamado a revelarmos os poderes da alma.
Somos imortais.
Não esqueçamos a afirmativa do Divino Mestre, "a carne nada é, o Espírito é tudo..."
Nossa real identidade não é a que esta no RG.
Como nos demonstra o exemplo de um Francisco de Assis, um Gandhi, uma Irmã Dulce...
Todos revelaram um poder, uma energia fabulosa, contagiante.
Que nada tinham a ver com as conquistas materiais.
Revelavam a face de luz que todo ser possui... a face da consciência, filha de Deus!
E cada problema, cada dificuldade, nos convida vermos o caminho por essa ótica sublimada. 
Ninguém vive por viver... não existe ser que não seja importante.
Todos temos uma razão de ser.
Cabe-nos descobri-la nas experiencias, por vezes atordoantes, mas necessárias ao nosso progresso.
Lembro-me de um filme chamado "A Felicidade não se compra", de Frank Capra, 1946...
Um candidato a anjo de nome Clarence (Henry Travers), desce do céu para convencer George Bailey (personagem de James Stewart) a não cometer suicídio, pois é um homem importante na vida de muitas pessoas. Se a missão fosse bem sucedida, Clarence ganharia finalmente suas asas. “Ele está doente?”, questiona o anjo quando convocado para a missão de ajudar George, “Pior. Está desanimado,” responde uma voz no céu.
O enredo do filme gira em torno de George Bailey, homem admirado por todos na cidade, que abdica do sonho de estudar, viajar e conhecer o mundo para permanecer cuidando do legado da empresa em que o pai trabalhava antes de morrer. Perdido e desesperado em meio aos golpes do Sr. Potter (Lionel Barrymore), homem rico e poderoso da região, George acaba pensando em suicídio. Clarence desce do céu e tenta persuadi-lo de tal atitude, declarando a importância da sua vida para muitas pessoas, porém, mediante o ceticismo de George, o anjo resolve mostrar a ele as cenas de como seria a vida se ele não fizesse parte dela. “Foi te dada uma grande oportunidade, George, ver como seria o mundo sem você”.
A experiência de George, no longa, o leva a perceber que a vida de todos seria muito ruim sem a presença dele. Tudo seria diferente e sombrio e o destino das pessoas seria outro com sua ausência.

A vida é feita de histórias paralelas, mas que se cruzam dando inúmeros sentidos às coincidências que o acaso proporciona. Fatos que nos levam a questionar o porquê de conhecermos e nos relacionarmos com determinadas pessoas dentre tantas outras. É como se estivéssemos ligados por algum fio invisível no qual a nossa existência nesse mundo passa a fazer sentido em relação à existência do outro. “A vida de um homem toca tantas outras vidas que quando ele não está, deixa um buraco enorme.”
E você que lê estas linhas, tenha absoluta certeza que toca, também, inúmeros corações.

És criação de Deus e, onde esteja, pode fazer sempre a diferença. 
Ergue-te, com fé, coragem e amor e os milagres da Vida estarão sempre em torno de ti.
Confia, então... foge da doença do desanimo e acredita.
Entende a Terra como Escola Abençoada e verás que a melhor parte não está distante de teus passos!
Paz e luz, hoje e sempre!

"Uma folha morta não cai inutilmente. A lágrima não rola em vão.
Uma invisível mão misericordiosa suaviza a queda da folha. Enxuga o pranto da face." (Helena Kolody)



                               Robin Zander - "In this country"


quarta-feira, 1 de junho de 2016

MAGNETISMO E CURA


Por Nelson Moraes

Segundo Franz Anton Mesmer (1733-1815), médico austríaco, todo ser vivo seria dotado de um fluido magnético capaz de se transmitir a outros indivíduos, estabelecendo-se, assim, influências psicossomáticas recíprocas, inclusive com fins terapêuticos. Como utilizar essa força? Como podemos desenvolvê-la e aprimorá-la?
A capacidade de curar através do magnetismo com a imposição das mãos, pode ser desenvolvida através da fé em si mesmo e de uma vontade vigorosa desejando a cura do enfermo.

É evidente que dificilmente o interessado em desenvolvê-la será bem sucedido nas primeiras tentativas, mas no exercício contínuo acabará logrando um grande éxito ou um êxito relativo. Qualquer um pode exercitar essa prática, mas devo ressaltar que o sucesso quase sempre consagra as pessoas que nutrem bons sentimentos.
Vamos tomar como exemplo as benzedeiras, as quais herdaram de algum familiar uma oração "especial" para combater o quebranto, a erisipela, o mal de lombrigas, bucho virado, mal de aguado e outros.
Observamos nessa prática uma grande eficácia, estabelecendo a cura desses males logo após o atendimento.
Quem de nós, principalmente os mais antigos, não viu uma criança quebrantada ou sofrendo ataque de lombrigas, pois é, não fora as benzedeiras o que seria dessas crianças? Os médicos nada podiam e ainda nada podem contra esses males que atingem principalmente as crianças e os recém-nascidos.
Onde está a força das benzedeiras? Nas orações que aprenderam?
É evidente que não. Não existem orações mágicas. Embora a fé que a pessoa possui na oração contribua para o que pretende, não é dela que: emana os recursos da cura, mas sim do seu magnetismo, liberado no momento em que ora preocupada em socorrer aqueles que a procuram.
O magnetismo de cura não depende de gestos específicos, mas de uma vigorosa vontade, não podemos pegá-lo com as mãos para jogá-lo sobre alguém, ele emana de nós através de um olhar, de um pensamento, o qual pode atravessar distâncias incomensuráveis, promovendo o bem estar e até a cura da pessoa para quem o pensamento foi direcionado. Não depende de nenhuma técnica e muito menos de movimentos especiais para aplicá-lo, basta desejar sinceramente a cura do enfermo para que o magnetismo comece a emanar na sua direção.
Como disse um espírito a Kardec: o magnetismo depende do caráter de quem o emana.
Existe magnetismo de ódio, de mágoa, de inveja, de cobiça, de egoísmo e de amor, enfim, o magnetismo tem as características dos sentimento de quem o irradia.

Na Rússia foram feitas muitas experiências em torno dessa força invisível e dos seus efeitos no meio e nas pessoas, inclusive nos animais e nas plantas.
Uma delas foi realizada para apurar a influência das pessoas sobre as plantas.
Essa experiência se constituiu da seguinte forma: colocaram sobre uma mesa no centro de uma redoma de vidro uma planta na qual conectaram alguns instrumentos sensíveis à qualquer alteração na movimentação da seiva e na estrutura do vegetal.
No dia seguinte, os instrumentos não haviam registrado nenhuma alteração extraordinária, a não ser as oscilações normais. O cientista que comandava a experiência, mandou colocar catorze cadeiras em torno da mesa onde estava a planta, depois mandou que entrassem alguns funcionários do laboratório para ocupar as cadeiras. Fechou a porta e ali ficaram durante duas horas. Nenhuma alteração foi registrada pelos instrumentos, então mandou esvaziar a redoma e chamou um cientista que há mais de vinte anos incinerava plantas para estudá-las. No momento em que esse cientista entrou na redoma, os instrumentos registraram uma alteração no fluxo da seiva, como se a planta tivesse sido acometida de uma síncope.
O que ocorreu naquele momento? Porque a planta se ressentiu daquela presença?
Aquela presença para ela significava risco de morte, o magnetismo daquele cientista que passou quase uma vida incinerando plantas, abalou a sua estrutura.
Com essa experiência podemos entender que também o que praticamos reflete no teor do nosso magnetismo.
A capacidade de curar pode ser alcançada com muita vontade, determinação e a disposição para aprimorar os sentimentos. Para isso precisamos desenvolver nossas capacidades que estão latentes aguardando a nossa boa vontade.
Jesus disse: Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. Mateus, cap. XVII, vV. 14 a 20.)
Veja que Jesus se refere à fé na nossa capacidade. Ele não diz para pedirmos a Deus para mover a montanha, mas sim ordenar para que seja feito segundo a nossa vontade. Infelizmente a nossa cultura religiosa só nos ensinou a pedir e a pedir, como se nossa evolução dependesse dos favores divinos.

Coloque a tua vontade e a tua fé em ação!
Não espere as coisas acontecerem, faça com que elas aconteçam!