sábado, 21 de maio de 2016

UMA FACULDADE HUMANA CHAMADA MEDIUNIDADE


Conceito e Histórico:
“Mediunidade é a faculdade de intermediar o plano físico e o plano espiritual. É uma faculdade orgânica, e não constitui patrimônio especial de grupos nem privilégio de castas.”
O Médium é aquele que serve de instrumento entre os dois planos da vida.
De modo geral, podemos afirmar que todos somos médiuns, porque pelo simples fato de sofrermos influência de Espíritos, já estamos exercendo nossa mediunidade. De maneira mais específica, quanto à acentuação da faculdade, podemos salientar que a mediunidade é faculdade de poucos.
Em todos os tempos, a mediunidade revelou ao homem a existência do plano espiritual, por isso é vero afirmar que o fenômeno mediúnico não nasceu com o Espiritismo, e sim que existe desde as mais remotas eras da vida humana no planeta. Temos notícias das comunicações mediúnicas desde o homem primitivo caracterizando o mediunismo, passando por vários povos até atingir o rigor científico do século XIX.
As musas não eram senão a personificação alegórica dos Espíritos protetores das ciências e das artes, como, os deuses Lares e Penates simbolizavam os Espíritos protetores da família. Os feiticeiros, magos, adivinhos, e posteriormente oráculos, pítons e taumaturgos, eram todos médiuns mesmo que usando outras designações.
O profetismo em Israel tem sua origem em Moisés. No Velho Testamento, encontramos várias passagens em que o grande legislador conversa com Deus. É lógico que a conversa não é com o Criador, mas com um Espírito mensageiro de Deus. Porque Deus não entra em contato direto com os homens, mas para tal faz uso de Espíritos superiores que funcionam como intermediários entre Ele o os Espíritos de nosso nível evolutivo.
Para ilustrar, transcrevemos abaixo uma passagem do livro “Êxodo”, em que tal fato acontece:
E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo no meio duma sarça. Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia; pelo que disse: Agora me virarei para lá e verei esta maravilha, e porque a sarça não se queima.
E vendo o Senhor que ele se virara para ver, chamou-o do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés! Respondeu ele: Eis-me aqui.
Prosseguiu Deus: Não te chegues para cá (…) (Êxodo, 3: 2 a 5)
Notamos que no princípio o narrador bíblico diz ser o “anjo do Senhor”, e depois o próprio Deus.
Essas confusões acontecem devido à falta de informação a respeito do tema. In-formação que só a Doutrina Espírita, com o seu estudo sistematizado, pode oferecer.
Moisés é um médium espetacular. Em muitos momentos ele vê, em outros ele ouve, e até fenômenos de efeitos físicos ele realiza com muita naturalidade.
É muito comum ouvir de irmãos nossos de outras religiões, a afirmação de que o Espiritismo encontra-se em erro diante de Deus, porque Moisés proibiu o exercício da mediunidade. Vejamos a citação bíblica a que eles se referem:
Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos.
Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti
Perfeito serás para com o Senhor teu Deus.
Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa. (Deuteronômio, 18: 9 a 14)
Em primeiro lugar, gostaríamos de dizer que se Moisés proibiu, é porque a mediunidade existe; ninguém proíbe algo que inexiste. Depois, podemos afirmar que o que Moisés proibiu o Espiritismo também condena, que é o mau uso desta faculdade.
Quanto à mediunidade em si, ele mesmo deu várias provas de que a aprovava. Vejamos a seguinte passagem do livro “Números”:
Mas no arraial ficaram dois homens; chamava-se um Eldad, e o outro Medad; e repousou sobre eles o espírito, porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram para irem à tenda; e profetizavam no arraial.
Correu, pois um moço, e o anunciou a Moisés, dizendo: Eldade e Medade profetizaram no arraial.
Então Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um de seus mancebos escolhidos, respondeu e disse: Meu Senhor Moisés, proíbe-lho
Moisés, porém, disse-lhe: Tens tu ciúmes por mim? Oxalá que do povo do Senhor todos fossem profetas, que o Senhor pusesse o seu espírito sobre eles! (Números, 11: 26 a 29)
Desta forma, fica claro que Moisés não só não proíbe a mediunidade, como até dela faz uso.
Mas a mediunidade chega ao seu ápice com Jesus, porque o Mestre não foi um médium comum, mas o “Excelso Médium de Deus”. Por seu intermédio, toda a Lei Divina se fez visível, e o seu grau de sintonia com o Pai era tal, que Ele mesmo nos afirmou:
“Eu e o Pai somos um.” (João, 10: 30)
O Cristianismo, desde a Ressurreição até o Concílio de Nicéia, fez uso constante da Mediunidade. Através deste concílio realizado no ano 325 de nossa era, na cidade de Constantinopla, foi condenado o uso da mediunidade e outros pontos mantidos pelos primeiros cristãos, dando início à desagregação e à decomposição do Cristianismo em suas legítimas bases, que fora tão profundamente marcado pelo dia de Pentecostes.
Na Idade Média, época de obscurantismo, os médiuns são perseguidos e maltratados como feiticeiros. Temos como exemplo a excepcional Médium Joana D’Arc, que em todos os lugares era inspirada por seres invisíveis, escutava suas vozes, e por eles deixava-se dirigir, tornando-se assim a “Heróica Virgem de Domremy”.
Podemos citar ainda como expoentes significativos da mediunidade, Dante Alighieri, que sob influência espiritual escreveu “A Divina Comédia”, Goethe e sua obra mediúnica “O Fausto”, e mais tarde, os já conhecidos dos espiritualistas, Emmanuel Swedenborg, Andrew Jackson Davis, Eusápia Paladino, entre outros.
Este breve relato mostra assim que a mediunidade é imanente no próprio homem.
Talvez por isso, o Cristo, em toda a sua sabedoria, afirma ao apóstolo Pedro:
Bem aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai, que está  nos  céus. Pois eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja (…) (Mateus, 16: 17 e 18)

Livro:  Apostila do Curso de Espiritismo e EvangelhoCentro Espírita Amor e Caridade – Goiânia – GO – 1997
Tim e Vanessa - Médiuns

sexta-feira, 20 de maio de 2016

AMOR... SEMPRE AMOR



Como nunca, em toda historia humana, o homem esteve tão carente.
Tão necessitado de paz e esperança.
Passaram-se os seculos.
Foram-se os impérios... outros surgem no lugar.
Tantas conquistas e tantas dores.
O avanço cientifico e tecnológico impressiona os sentidos.
Mas ainda assim, tanta aflição.
Tanto desgosto e falta de sentido.
Um sabor amargo que nasce nos escaninhos da alma e se espalha por todo o corpo material.
Não é por acaso o número crescente de enfermidades psicossomáticas.
Originadas de nossos conflitos, nossas angustias e tristezas.
De nossas magoas, melindres e raivas mal resolvidas.
Esse desprazer, por mais nos entreguemos as diversões.
Essa melancolia, mesmo perante tantas conquistas materiais.
Revelam uma febre do espirito.
E seu único tratamento é através das pilulas de afeto e compaixão.
Sua única cura nasce do poder imbatível do Amor.
"Amai-vos uns aos outros...", ensinava o Meigo Rabi de Nazaré.
Pois nessa divina força está a origem de todas as grandes realizações do espirito.
Tudo passa... tudo acaba-se.
Menos os atos nascidos da mais pura ternura e carinho.
Os exemplos de abnegação e fraternidade, encontrados em todos os períodos humanos. Em homens e mulheres que souberam entregar-se a plenitude do bem querer e do iluminado doar-se, em prol de um ser humano mais feliz.
Francisco de Assis... Tereza D'ávila... Martin Luther King... Gandhi... Irmã Dulce...Chico Xavier...
Todos enfrentaram a maré escura dos tormentos humanos... nascidos do orgulho, do egoismo, como um câncer que devora as sociedades de dentro para fora.
E seus recursos eram todos baseados nessa energia radiosa que chamamos Amor.
E os chamados "milagres" realizados por seus atos, eram gerados por essa fonte educacional dos sentimentos elevados, estimulando em torno o bem, o perdão, a caridade.
Pois que esse é o destino humano: não apenas o progresso intelectual, mas também o moral.
Assim diz o espirito Lazaro no Cap. 11 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, item 8: "No seu ponto de partida, o homem só tem instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o amor é o requinte do sentimento. (...) Feliz aquele que ama, porque não conhece as angústias da alma, nem as do corpo! Seus pés são leves, e ele vive como transportado fora de si mesmo."
Ah, divina estrela adormecida em nossos corações.
Amemo-nos!
Eis a estrada para a verdadeira civilização justa e feliz que todos ansiamos.
Não é apenas querer ser amado. Pois como dizia Erich Fromm, um dos maiores psicanalistas do seculo 20, esse é o afeto imaturo, que ainda caça o prazer pessoal.
É, antes de tudo, buscar amar. 
Ir de encontro as dores humanas e, com as forças que possuímos, buscar dirimi-las, acalma-las, em cada gesto nascido do coração.
Podemos... em verdade, podemos fazer.
Dediquemo-nos a arte de amar e acolher.
De estimular o bem, a piedade, o respeito ao próximo.
Fora disso, nada vale, nem tem sentido.
Relembrando o apostolo dos gentios: "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine"(1 Coríntios 13:1).
Não tenhamos medo. Em nós o Criador colocou os germens das mais belas virtudes.
Ergamo-nos e inspirados pelo Mestre de Nazaré, levemos um pouco mais de luz, diminuindo as sombras do mundo.

Monte Castelo - Legião Urbana

RELAÇÕES DE LUZ...

Não se prive de conviver!
De se relacionar.
De bem-querer.
Cada historia é um rastro de luz.
Mas em conjunto, criamos constelações...
Na amizade.
No companheirismo.
Na fraternidade.
No encontro de corações...
... Os milagres acontecem!
Sejamos mais irmãos uns dos outros.
E o amor fará cantigas de paz em nossas almas, adormecendo toda dor!


quinta-feira, 19 de maio de 2016

SUPERAÇÃO DO LUTO

Como espirita, tenho consciência que não há verdadeiramente a "morte"... 
"Not dead, but gone before", diz sabiamente o prolóquio inglês. Não morreram, partiram antes.
Nossos entes queridos que partiram não deixaram de existir, prosseguem vivendo e nos amando com o mais intenso afeto. 
Isso não quer dizer que seja fácil para ninguém encarar essa partida... Dra. Deusa Samu, espirita e psicologa clinica, aborda nessa entrevista dividida em 2 partes, o tema do luto de forma clara e confortadora. 
Que os corações que atravessam essa dura prova, possam encontrar alento em sua palavra sincera e esclarecedora.





Biografia:

Dra. Deusa Samú é Psicóloga Clínica e Hospitalar; possui Licenciatura em Antropologia, Filosofia e Sociologia; Pós Graduada em Tanatologia pela USP (educação para a morte), cursou a disciplina de pós-graduação "Experiências Anômalas: Psicologia Anomalística e Processos Psicossociais Básicos/USP, Psicoterapeuta especializada em situações de Luto e UTIs, Diplomada membro da AMLAC (Academia Metropolitana de Letras, Artes e Ciências), Membro da SBPH (Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar), Sócia Fundadora da Sociedade Brasileira de Tanatologia/USP, membro da ABRAPE (Associação Brasileira dos Psicólogos Espíritas), Membro da equipe de coordenação da reunião de pais da Área de Infância e Juventude e Expositora da Área de Ensino da Instituição Seara Bendita/SP,associada a AME/SP (Associação Médico Espírita), Autora de diversos livros e Articulista do Jornal Fala MEU (USE/SP) 

INSPIRAÇÕES DO EVANGELHO III

"E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos?" (Lucas 24:3-5)

Imperadores...
Conquistadores...
Sacerdotes...
Encontram homenagens nos túmulos do mundo.
Já, com Jesus, é diferente!
Não há cinzas em seu túmulo.
Naquela manhã luminosa, encontraram-no vazio.
Seres radiantes apenas informaram:
- "Não esta aqui!"
Pois, com o Cristo, temos a prova da Vida que não acaba.
E, com Ele, amando e lutando, encontraremos o caminho Imortal!


A EVOLUÇÃO DA ALMA

Por Léon Denis


A alma, dissemos, vem de Deus, é, em nós, o princípio da inteligência e da vida. Essência misteriosa, escapa à análise, como tudo quanto dimana do Absoluto. Criada por amor, criada para amar, tão mesquinha que pode ser encerrada numa forma acanhada e frágil, tão grande que, com um impulso do seu pensamento, abrange o Infinito, a alma é uma partícula da essência divina projetada no mundo material.
Desde a hora em que caiu na matéria, qual foi o caminho que seguiu para remontar até ao ponto atual da sua carreira? Precisou de passar vias escuras, revestir formas, animar organismos que deixava ao sair de cada existência, como se faz com um vestuário inútil. Todos estes corpos de carne pereceram, o sopro dos destinos dispersou-lhes as cinzas, mas a alma persiste e permanece na sua perpetuidade, prossegue sua marcha ascendente, percorre as inumeráveis estações da sua viagem e dirige-se para um fim grande e apetecível, um fim que é a perfeição.
A alma contém, no estado virtual, todos os gérmens dos seus desenvolvimentos futuros. É destinada a conhecer, adquirir e possuir tudo. Como, pois, poderia ela conseguir tudo isso numa única existência? A vida é curta, e longe está da perfeição! Poderia a alma, numa vida única, desenvolver o seu entendimento, esclarecer a razão, fortificar a consciência, assimilar todos os elementos da sabedoria, da santidade, do gênio? Para realizar os seus fins, tem de percorrer, no tempo e no espaço, um campo sem limites. É passando por inúmeras transformações, no fim de milhares de séculos, que o mineral grosseiro se converte em diamante puro, refratando mil cintilações. Sucede o mesmo com a alma humana.
O objetivo da evolução, a razão de ser da vida não é a felicidade terrestre, como muitos erradamente creem, mas o aperfeiçoamento de cada um de nós, e esse aperfeiçoamento devemos realizar por meio do trabalho, do esforço, de todas as alternativas da alegria e da dor, até que nos tenhamos desenvolvido completamente e elevado ao estado celeste. Se há na Terra menos alegria que sofrimento, é que este é o instrumento por excelência da educação e do progresso, um estimulante para o ser, que, sem ele, ficaria retardado nas vias da sensualidade. A dor, física e moral, forma a nossa experiência. A sabedoria é o prêmio.
Pouco a pouco, a alma se eleva e, conforme vai subindo, nela se vai acumulando uma soma sempre crescente de saber e virtude; sente-se mais estreitamente ligada aos seus semelhantes; comunica mais intimamente com o seu meio social e planetário. Elevando-se cada vez mais, não tarda a ligar-se por laços pujantes às sociedades do Espaço e depois do Ser Universal.
Assim, a vida do ser consciente é uma vida de solidariedade e liberdade. Livre dentro dos limites que lhe assinalam as leis eternas, faz-se arquiteto do seu destino. O seu adiantamento é obra sua. Nenhuma fatalidade o oprime, salvo a dos próprios atos, cujas consequências nele recaem; mas não pode desenvolver-se e medrar senão na vida coletiva com o recurso de cada um e em proveito de todos. Quanto mais sobe, tanto mais se sente viver e sofrer em todos e por todos. Na necessidade de elevar a si mesmo, atrai a si, para fazê-los chegar ao estado espiritual, todos os seres humanos que povoam os mundos onde viveram. Quer fazer por eles o que por ele fizeram seus irmãos mais velhos, os grandes Espíritos que o guiaram na sua marcha.
A lei de justiça requer que, por sua vez, sejam emancipadas, libertadas da vida inferior todas as almas. Todo ser que chega à plenitude da consciência deve trabalhar para preparar aos seus irmãos uma vida suportável, um estado social que só comporte a soma de males inevitáveis. Esses males, necessários ao funcionamento da lei de educação geral, nunca deixaram de existir em nosso mundo, representam uma das condições da vida terrestre. A matéria é o obstáculo útil; provoca o esforço e desenvolve a vontade; contribui para a ascensão dos seres, impondo-lhes necessidades que os obrigam a trabalhar. Como, sem a dor, havíamos de conhecer a alegria; sem a sombra, apreciar a luz; sem a privação, saborear o bem adquirido, a satisfação alcançada? Eis aqui a razão por que encontramos dificuldades de toda sorte em nós e em volta de nós.

(Livro "O Problema do Ser, do Destino e da Dor", Parte 1, Cap. 9 – León Denis)

O PASSE

Passe é instrumento de cura magnética

Por Cláudia Santos

Afinal, o que é doado quando alguém dá um passe? Qual é o mecanismo dessa doação? E quem recebe? Por que, normalmente, sente um grande bem-estar? E o que esse alguém recebe? Pode o passe curar alguém? O passe é, sem dúvida, uma atividade que traz muitas dúvidas a quem o realiza e a quem o recebe.
As respostas a essas perguntas tão importantes podem ser encontradas nas fontes da Doutrina Espírita, principalmente nas obras de Allan Kardec e nas de Chico Xavier / Emmanuel. Elas indicam, inclusive, que o passe não é apenas um instrumento de bem-estar íntimo, mas também de cura magnética.
Marlene Nobre, presidente das Associações Médico-Espíritas do Brasil e Internacional, fez um estudo detalhado do passe e afirma que, sem sombra de dúvida, “estudar o passe é descobrir que ele é também cura magnética – uma terapêutica simples, sem contraindicação, que tem beneficiado milhares de criaturas humanas”.
Para falar algo sobre o passe é preciso, antes, fazer referência à existência do fluido magnético ou da energia
vital, que é patrimônio de todos os seres humanos, mas cuja natureza ainda é desconhecida. Assim como existe a transfusão de sangue, também há a possibilidade de se transfundir energias vitais de um ser para outro. Assim, deve-se ter ciência que o passe é, justamente, uma transfusão dessas energias vitais.

Do ponto de vista espiritual, segundo Marlene, que neste mês está lançando O Passe como Cura Magnética, da FE Editora, um livro mais compacto que responde mais diretamente a essas e outras perguntas sobre o tema, a transfusão de fluido magnético ou vital, que é feita durante o passe ou a realização de cirurgia espiritual, pode ser fator de bem-estar e de cura de afecções e doenças diversas.“De um modo geral, os que lidam com a saúde humana ainda não o levam em consideração, por se tratar de terapêutica que envolve a transfusão de energias ainda desconhecidas, não detectáveis do ponto de vista dos sentidos corpóreos”, avalia.

Folha Espírita – Por que cada pessoa tem um tipo diferente de passe? Isso faz diferença para quem o recebe?
Marlene Nobre
 – O fluido magnético é derivado do fluido universal ou plasma divino, que está presente em todo o Universo e é a matéria elementar, que dá origem a todas as coisas. Cada pessoa transforma esse fluido universal em um fluido magnético próprio. Assim, a matéria elementar é igual para todos, mas cada um a modifica segundo seu grau de evolução espiritual. Há, portanto, um tipo de passe diferente para cada passista, porque o fluido magnético dele está impregnado dos pensamentos e ações que lhe são próprios.

FE – Tipos diferentes de passe fazem diferença para quem os recebe?
Marlene
 – Há uma característica de restauração sempre inerente ao fluido magnético, seja qual for a sua origem, porque é ele que permite a ação do espírito sobre a matéria. Os resultados terapêuticos do passe vão variar segundo a quantidade e a qualidade de produção e também a velocidade e intensidade da ação. E, é claro, do grau de absorção de quem o recebe. Mas não podemos esquecer um dado muito importante: o passe na casa espírita é misto, quer dizer, o passista não doa tão-somente o fluido magnético que lhe é próprio, mas também o do mentor que o ajuda no serviço de doação.

FE – Não existem outras obras que já tratam do assunto?
Marlene
 – De fato, existem muito bons livros sobre o tema. No entanto, o passe é uma atividade que traz muitas questões a quem o realiza e a quem o recebe. Frequentemente surgem dúvidas: o que é que se doa? Como se doa? Quem doa? Quem recebe? Para respondermos mais diretamente a essas perguntas, organizamos uma espécie de curso de reciclagem de passes em nossa casa espírita, que acabou dando origem ao livro. Ele faz um estudo detalhado da ação dos pensamentos na produção dos fluidos magnéticos e dos seus possíveis mecanismos de aplicação nas diferentes modalidades de cura.

FE – Então, por que também resolveu escrever sobre o tema?
Marlene
 – O passe é o que Léon Denis chama de “medicina dos humildes”. Assim, minha ideia, ao escrever essa obra, é mostrar a maneira mais simples e eficaz de aplicar os passes em auxílio aos doentes, principalmente aos mais carentes. Na verdade, estudar o passe é descobrir que ele é também cura magnética – uma terapêutica simples, sem contraindicação, que tem beneficiado, gratuitamente, milhares de criaturas humanas. Se for aceito e empregado normalmente como terapêutica complementar em favor da saúde humana, irá beneficiar muito mais.

"O fluido magnético ou vital é patrimônio de todos os seres. Transmitido no passe ou durante cirurgia espiritual, pode ser fator de bem-estar e de cura de afecções e doenças diversas. O passista que serve aos semelhantes de forma ética, dando de graça o que de graça recebeu, é auxiliado por mensageiros da luz, que mesclam suas energias às dele, aplicando utilmente suas forças radiantes."